Cheguei ao Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras tinha um certo friozinho na barriga, mas eu tinha que deixar de exageros, vai ver o coitado do Suíno estava trabalhando e eu lá toda preocupada.
Entrei fui até a recepção e perguntei para uma das meninas que lá estavam se o Thiago estava. Com certeza elas sabem que é, me informaram que ele tinha saído do hospital ontem por volta de meio dia e que não retornou depois. Foi nessa hora que o desespero bateu. Eu sabia que tinha alguma coisa muito errada nessa história.
Voltei para o apartamento do Suíno, e comecei a procurar por pistas. Não havia recado na secretária eletrônica, então sentei no chão de sala e liguei para todas as pessoas da agenda telefônica dele, por fim sem ter muito o que fazer, entrei em contato com a sua família.
Eles moraram por muito tempo no Rio de Janeiro, mas sempre foram pessoas do interior. Quando Suíno estava pra lá de encaminhado na vida, eles voltaram pro interior e deram o apartamento de presente pro filho.
Liguei primeiro para a irmã dele que disse que ia tentar ver o que podia fazer por mim. Tentar achar o Suíno se não conseguíssemos ter sucesso ela iria contar aos pais.
Sempre considerei aquelas pessoas como se fossem da minha família também, quando era feriado prolongado muitas das vezes que Suíno ia visitar os pais eu ia junto, ele sempre preferiu levar "a amiga", do que qualquer uma das mulheres que ele teve um relacionamento relâmpago.
2 dias depois
Entrei fui até a recepção e perguntei para uma das meninas que lá estavam se o Thiago estava. Com certeza elas sabem que é, me informaram que ele tinha saído do hospital ontem por volta de meio dia e que não retornou depois. Foi nessa hora que o desespero bateu. Eu sabia que tinha alguma coisa muito errada nessa história.
Voltei para o apartamento do Suíno, e comecei a procurar por pistas. Não havia recado na secretária eletrônica, então sentei no chão de sala e liguei para todas as pessoas da agenda telefônica dele, por fim sem ter muito o que fazer, entrei em contato com a sua família.
Eles moraram por muito tempo no Rio de Janeiro, mas sempre foram pessoas do interior. Quando Suíno estava pra lá de encaminhado na vida, eles voltaram pro interior e deram o apartamento de presente pro filho.
Liguei primeiro para a irmã dele que disse que ia tentar ver o que podia fazer por mim. Tentar achar o Suíno se não conseguíssemos ter sucesso ela iria contar aos pais.
Sempre considerei aquelas pessoas como se fossem da minha família também, quando era feriado prolongado muitas das vezes que Suíno ia visitar os pais eu ia junto, ele sempre preferiu levar "a amiga", do que qualquer uma das mulheres que ele teve um relacionamento relâmpago.
2 dias depois
Já era segunda-feira e nada do Suíno, perdi a conta de quantas vezes eu liguei para o seu celular.
Fui para a faculdade, primeiro dia de aula. Lembrei de como nós tínhamos nos divertindo comprando meus livros, comprei até roupas novas pra usar no primeiro dia de aula.
Parei na calçada e olhei para as pessoas que estavam pintando os calouros. Definitivamente eu não estava nem um pouco animada para ir para faculdade o que dirá ser pintada. Em outras épocas eu me pintaria mas agora, nada que eu faça tem graça sem o Suíno.
Sai de lá quase correndo peguei um taxi e fui direto para a delegacia. Alguém tem que fazer alguma coisa.
Tentei abrir um boletim de ocorrência, mas o delegado disse que quem teria que abrir era uma pessoa da família. Ouvi uns outros policiais cochichando, como se eu fosse uma ex-namorada desesperada correndo atrás de um homem que não me quer.
É impressionante o que as mulheres tem que aturar de certas criaturas do sexo oposto.
Mas se eles não vão fazer nada eu mesma faço. Fui correndo para casa peguei um foto do Suíno e montei um cartaz com suas características físicas e um telefone de contato, um chip antigo da vivo que eu nem usava mais, ia ser este mesmo.
Tirei várias copias e passei a tarde inteira colando cartazes em postes deixei alguns em vários estabelecimentos aonde eu e Suíno frequentávamos.
Quando estava prestes a anoitecer eu passei em uma livraria e comprei mais tinta para a impressora e um pacote de folha A4. Cheguei em casa tomei banho, comi um miojo e antes de dormir coloquei mais cartazes para serem impressos.
Fui para a faculdade, primeiro dia de aula. Lembrei de como nós tínhamos nos divertindo comprando meus livros, comprei até roupas novas pra usar no primeiro dia de aula.
Parei na calçada e olhei para as pessoas que estavam pintando os calouros. Definitivamente eu não estava nem um pouco animada para ir para faculdade o que dirá ser pintada. Em outras épocas eu me pintaria mas agora, nada que eu faça tem graça sem o Suíno.
Sai de lá quase correndo peguei um taxi e fui direto para a delegacia. Alguém tem que fazer alguma coisa.
Tentei abrir um boletim de ocorrência, mas o delegado disse que quem teria que abrir era uma pessoa da família. Ouvi uns outros policiais cochichando, como se eu fosse uma ex-namorada desesperada correndo atrás de um homem que não me quer.
É impressionante o que as mulheres tem que aturar de certas criaturas do sexo oposto.
Mas se eles não vão fazer nada eu mesma faço. Fui correndo para casa peguei um foto do Suíno e montei um cartaz com suas características físicas e um telefone de contato, um chip antigo da vivo que eu nem usava mais, ia ser este mesmo.
Tirei várias copias e passei a tarde inteira colando cartazes em postes deixei alguns em vários estabelecimentos aonde eu e Suíno frequentávamos.
Quando estava prestes a anoitecer eu passei em uma livraria e comprei mais tinta para a impressora e um pacote de folha A4. Cheguei em casa tomei banho, comi um miojo e antes de dormir coloquei mais cartazes para serem impressos.
No dia seguinte tomei coragem e fui para a faculdade com uma bolsa pesada cheia de cartazes, eu ia sair entregando assim que a aula acabasse, o tédio tomava conta do meu ser, os minutos iam se arrastando, quando acabou a última aula, fui procurar por um professor, para ver se poderia assistir as suas aulas.
A matéria dele era muito procurada e disseram que eu deveria procurá-lo para ver se tinha como eu participar. Porque pelo que me disseram tinha uma lista de espera e alguns iam ter que desistir para que eu conseguisse, mesmo assim resolvi procurar esse professor.
Ele se chamava Nicholas Rogers, ele tinha cabelos lisos, aparentava ter uns 40 anos, moreno, olhos castanhos, nem muito alto, nem muito baixo.
Pedi que autorização para falar com ele e o mesmo autorizou imediatamente. Muito educado até.
_Oi professor bom dia!!!
Quando ia começar a falar sobre suas aulas fui brutalmente interrompida....
_O que você está fazendo aqui? - perguntou uma mulher loira, alta, magra, branca como um papel, aparentava ser uma pessoa fria e calculista.
_Eu vim falar com o professor...
_Você não pode sair invadindo isso aqui? - ela me interrompeu.
_Mas eu não invadi, eu pedi autorização...
_A quem? Você não pediu nada a mim?
_Eu pedi pra....
_O garota se você quer falar com o professor Nicholas você deve pedir autorização a mim.
_Eu posso falar com o professor Nicholas?
_Não porque você foi abusada, saiu invadindo a sala dos professores e ainda me tratou como se fosse uma de suas amigas...
_Ham?!
Tanto eu como o professor ficamos sem entender nada, se alguém foi grossa foi ela, ela não me deu bom dia, me tratou da forma mais grossa possível e me expulsou antes mesmo que pudesse falar com o professor.
_Eu vim falar com o professor...
_Você não pode sair invadindo isso aqui? - ela me interrompeu.
_Mas eu não invadi, eu pedi autorização...
_A quem? Você não pediu nada a mim?
_Eu pedi pra....
_O garota se você quer falar com o professor Nicholas você deve pedir autorização a mim.
_Eu posso falar com o professor Nicholas?
_Não porque você foi abusada, saiu invadindo a sala dos professores e ainda me tratou como se fosse uma de suas amigas...
_Ham?!
Tanto eu como o professor ficamos sem entender nada, se alguém foi grossa foi ela, ela não me deu bom dia, me tratou da forma mais grossa possível e me expulsou antes mesmo que pudesse falar com o professor.
Resolvi não contrariar, fui embora me prendendo para não chorar na frente daquela bruxa. Só mais tarde que eu fui descobrir que ela se chamava Aghata Soares e era reitora da faculdade que eu estudava.
Parabéns pra mim, arrumando confusão com a reitora no primeiro dia.
Passei a tarde inteira fazendo o mesmo que fiz na tarde anterior entregando cartazes. Fiz algumas ligações e consegui marcar uma reunião com um grupo de amigos que Suíno e eu tínhamos em comum.
Parabéns pra mim, arrumando confusão com a reitora no primeiro dia.
Passei a tarde inteira fazendo o mesmo que fiz na tarde anterior entregando cartazes. Fiz algumas ligações e consegui marcar uma reunião com um grupo de amigos que Suíno e eu tínhamos em comum.
Quando cheguei no prédio aonde morávamos estavam alguns amigos, a maioria vizinhos, a Fernandinha e a Tatiana.
_Oi pessoal, eu chamei vocês aqui pra saber se vocês tem alguma novidade do Suíno...
_Ele ainda não apareceu? - perguntou Gustavo.
_Não, eu fiz esses cartazes, estou espalhando por ai....
_Vamos fazer uma campanha, para achar o Suíno. - disse o Eduardo.
_Ele deve estar bem, esqueçam dele...a viúva aqui sou eu, vai arrumar o que fazer. - disse Tatiana.
_Eu não sou viúva de ninguém, ele é meu amigo.
_Mas você está se comportando como se fosse. - respondeu Tatiana.
_Se você quer esquecer dele, tudo bem, mas ninguém é obrigado a pensar que nem você...eu quero saber o que aconteceu.
_Ele me enganou esse tempo todo, me traiu ele não merece consideração de ninguém.
_Já passou pela sua cabeça que ele pode estar em apuros?
_Você fica no machismo de ficar justificando ele.
_Não estou justificando, só estou procurando um amigo que sumiu.
_O namorado era meu e não seu, vá cuidar da sua vida e para de chorar pelo meu.
_Pelo amor de Deus eu não posso defender um amigo?
_ Ele mentiu pra mim, me traiu e não quero ninguém chorando ou lamentando sobre o sumiço dele. Vai ver está com outra vagabunda por ai. - disse Tatiana dando um olhadão para Fernandinha.
Depois de perceber que Tatiana não iria ajudar em nada, fui embora, depois que os ânimos se acalmaram algumas pessoas do prédios vieram me procurar, imprimiram cartazes em suas casas e ia distribuir no dia seguinte...
_Pelo amor de Deus eu não posso defender um amigo?
_ Ele mentiu pra mim, me traiu e não quero ninguém chorando ou lamentando sobre o sumiço dele. Vai ver está com outra vagabunda por ai. - disse Tatiana dando um olhadão para Fernandinha.
Depois de perceber que Tatiana não iria ajudar em nada, fui embora, depois que os ânimos se acalmaram algumas pessoas do prédios vieram me procurar, imprimiram cartazes em suas casas e ia distribuir no dia seguinte...








